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Archive for the ‘Economia’ Category

(Texto do Jornal Correio Recifense)

Porto

Farol no Cais do Porto / Foto: Prefeitura do Recife

             Um moderno Terminal Marítimo de Passageiros para receber turistas de navios transatlânticos será construído no Bairro do Recife até o final de 2010. A arquitetura será erguida no armazém sete, do atual Porto do Recife, e irá ocupar uma área de 18.700 metros quadrados. Será um edifício com três pavimentos compostos por salões de embarque e desembarque de passageiros, espaços para a Receita Federal, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Memorial do Porto do Recife. Uma passarela vai ligar o terminal com a Sala Pernambuco, onde deverá funcionar a parte administrativa, estacionamento e check in de embarque.

            O projeto foi desenvolvido pelo arquiteto Moisés Agamenon e os recursos para as obras foram negociados com o comitê executivo de organização da Copa do Mundo de 2014. A construção conta também com plano de urbanização de áreas do entorno do Terminal, que abrange oito armazéns do atual porto e que serão transformados em áreas de lazer, cultura e salas de negócios. De acordo com o presidente do Porto do Recife, Alexandre Catão, o novo terminal será uma obra de grande impacto para o desenvolvimento do turismo de Pernambuco e do Nordeste.

            Segundo Catão, hoje, o Recife recebe cerca de 65 mil passageiros de cruzeiros marítimos por temporada. Uma média de 60 navios por ano chega à cidade. Com a construção do terminal, estima-se que a capital pernambucana passe a receber cerca de 150 mil passageiros em dois anos. “A repercussão do projeto no setor será a melhor possível, já que o nordeste brasileiro terá a primeira infraestrutura real de receptivo marítimo”, diz.

            O projeto, que foi apresentado na Associação Comercial de Pernambuco, prevê a geração de emprego e renda para o Estado, com o surgimento de novos restaurantes, hotéis e pontos turísticos. De acordo com o presidente do Porto, haverá crescimento significativo nos pacotes de permanência em Pernambuco, na oferta direta e indireta de empregos e, conseqüentemente, na circulação de renda no Estado. “O Recife terá um serviço de embarque e desembarque marítimo no nível de Primeiro Mundo, nos moldes e padrões dos maiores aeroportos do planeta. Este será o tamanho do impacto econômico que o projeto trará”, afirma.

             

Copa do Mundo de 2014 – a construção do novo Terminal Marítimo de Passageiros do Recife faz parte de um plano do governo federal que objetiva investir nos portos das cidades brasileiras que sediarão a Copa de 2014. Para o evento, o governo de Pernambuco também realiza projeto estruturador do estado, que prevê uma total revitalização na área do Bairro do Recife, onde hoje o porto está instalado. Fará parte disto, por exemplo, a criação de leitos turísticos no porto.

 Por Luciana Amorim

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Complexo Cultural 1

Imagem: briefing Complexo Turístico Cultural Recife Olinda

            Transformar a área central da região metropolitana do Recife e de Olinda, através da requalificação urbana, em um grande pólo de atração cultural e turística para Pernambuco. Essa é a promessa do projeto intitulado Complexo Turístico Cultural Recife Olinda, que foi concluído no ano de 2003. As maiores referências para o desenvolvimento do plano são o Bairro do Recife e o Sítio Histórico de Olinda. Através do financiamento de projetos governamentais, como o Monumenta, Prodetur, Prometrópole, Porto Digital e Habitar Brasil, já foram realizadas diversas obras. Entre elas, a restauração da Igreja da Madre de Deus, a construção do Espaço Cultural Pátio de São Pedro, do Paço Alfândega e da orla de Brasília Teimosa.

            Realmente, já podemos ver obras sendo concluídas e iniciadas. O projeto é muito bem elaborado e pode trazer grandes benefícios para o Estado, principalmente do ponto de vista econômico, com o aumento do turismo local e, conseqüentemente, da movimentação de capital. Inclusive, pelo que está previsto no projeto, as cidades ganharão, verdadeiramente, uma cara nova. Nele, as mudanças envolvem as áreas da cultura, turismo, tecnologia da informação, comércio, serviços, urbanismo e meio ambiente.

            Deve-se lembrar ainda, que vêm aí Copa do Mundo e Olimpíadas para o Brasil. Talvez os pernambucanos possam mesmo sonhar alto e acreditar que um novo desenvolvimento para as cidades e seus moradores é possível e que esses dois grandes eventos possam colaborar para dar ainda mais visibilidade às cidades. As cidades culturais podem se tornar centros turísticos ainda maiores.

            Recife e Olinda possuem uma riqueza cultural incomum. E todo mundo já está cansado de saber que o caminho certo para o crescimento é investir nessa fortuna. Os recifenses, mesmo, estavam enfadados de ver tanta promessa e tombamento sendo feitos e nenhuma ação de cuidado com o patrimônio sendo levada adiante. O Bairro do Recife, além da beleza estonteante que apresenta (mesmo sem o cuidado que merece), possui uma parte importantíssima da história do Brasil e de Pernambuco. Ninguém pode esquecer da importância do bairro para cada recifense, pernambucano, para cada brasileiro.

            O Complexo Turístico Cultural Recife Olinda traz para todos a esperança de que o passado será sempre lembrado e vivido com a preservação e restauração dos monumentos das cidades e com a valorização do patrimônio histórico. E a esperança de que o desenvolvimento econômico das cidades, que beneficiará a todos, seja realmente concluído com a requalificação urbana prevista no projeto. Todos esperam que os governantes não deixem de cumprir mais essa promessa. Que assim seja.

O projeto – estabelece um circuito entre quatro territórios das cidades: Olinda, Tacaruna, Recife e Brasília Teimosa. Em cada um deles, identifica núcleos e estabelece conexões. O projeto promete uma requalificação urbana e valorização cultural nos núcleos, para estimular o turismo cultural e as atividades comerciais e de serviços nas cidades. Entre as diretrizes apontadas no plano, destaca-se a reflexão e o intercâmbio profissional, a integração e potencialização de eventos periódicos, requalificação de profissionais da gestão cultural, implantação de sistemas de sinalização urbana, com identidade visual do Complexo, oferecimento de alternativas de transporte público diferenciado, com enfoque sobre o Complexo, regularização dos serviços de segurança pública, o estímulo à valorização do patrimônio histórico e a implantação de ações culturais para assegurar a inclusão social.

Por Luciana Amorim

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Muito frevo e o colorido do Carnaval marcaram a criação do Paço do Frevo, na manhã de hoje (26), na Praça do Arsenal, no Bairro do Recife. O Paço do Frevo, orçado em R$ 8,7 milhões,  é totalmente dedicado à celebração e valorização dessa manifestação cultural única do povo pernambucano, especialmente o recifense. “Estamos concretizando um sonho de construir um espaço onde a nossa identidade represente o Recife”, lembrou o prefeito do Recife, João da Costa.

Prefeito João da Costa e governador Eduardo Campos selando o Projeto Paço do Frevo - Foto: Paulo Lopes
Prefeito João da Costa e governador Eduardo Campos selando o Projeto Paço do Frevo – Foto: Paulo Lopes

O Paço do Frevo terá museografia assinada pela artista Bia Lessa e será um centro difusor do frevo e da cultura pernambucana e também um ponto de encontro de profissionais e do público em geral. Pretende-se, por meio dele, estimular o aprendizado do frevo, de sua história, da música e dança e promover ações educativas, com a realização de oficinas, exposições e apresentações especiais. Para João da Costa, o espaço importantes segmentos.

O edifício que vai abrigar o Paço do Frevo será totalmente recuperado. Com quatro pavimentos e 1.733m², o imóvel fica no Bairro do Recife, é tombado pelo IPHAN desde 1998 e até 1973, funcionava a sede da Western Telegraph Company.

Foto: Paulo Lopes
Foto: Paulo Lopes

O projeto prevê a restauração das fachadas do prédio e a adaptação dos seus espaços internos. No térreo, haverá um bar e uma loja integrados; uma biblioteca; sala de consulta; sala de exposições temporárias entre outras áreas administrativas. O primeiro pavimento será dedicado a música. Nele, haverá salas de ensaio e um estúdio de gravação. O segundo será exclusivo para dança, com salas de aula e ensaio, oficinas de figurino e de cenário. No último andar, o público terá a oportunidade de conferir uma exposição permanente, assistir a espetáculos de musica, dança e vídeos sobre o frevo.

Por Alessandra Raposo com informações da Prefeitura do Recife (http://www.recife.pe.gov.br/2009/10/26/joao_da_costa_formaliza_parcerias_para_o_paco_do_frevo_169126.php)

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Foto: Hesíodo Góes

Para comprar, presentear ou apenas olhar, as feirinhas de produtos artesanais são atrações à parte nas cidades brasileiras. E quem viaja para Pernambuco, em qualquer que seja a cidade, não pode deixar de visitar as feiras de artesanato local. No Recife, uma boa pedida é passear nos domingos pelas feirinhas do Bairro do Recife, que fazem parte do projeto Domingo na Rua, desenvolvido e administrado pela sócia-gerente da Recife Antigo Empreendimentos Ltda, Tereza Lucena, e sua equipe. O comércio artesanal fica localizado na Rua do Bom Jesus e em torno da Praça do Arsenal, e acontece todos os domingos, das 14h às 22h.

O Domingo na Rua foi pensado por Tereza devido à falta de movimentação pelas ruas do Bairro do Recife aos domingos. “Era ocioso, não tinha nada para fazer, nada acontecia”, lembra. De acordo com ela, o projeto foi baseado nas feiras européias, chamadas de mercado de pulgas, onde as pessoas se reúnem para vender objetos antigos, usados, artesanatos e diversos outros tipos de mercadorias, além de comidas e bebidas.

O projeto do Domingo na Rua foi apresentado à Prefeitura do Recife, que aprovou a ideia e deu a concessão de uso do solo para a feira, que, no dia 08 de março de 1999, começou a ser realizada no Bairro do Recife. O projeto conta, além do comércio artesanal, com a venda de comidas típicas e com apresentações culturais.

Podem participar do Domingo na Rua artesãos, artistas plásticos, pequenos produtores e comerciantes. Quem deseja vender os seus produtos na feira, deve entrar em contato com o escritório da Recife Antigo Empreendimentos para mostrar os seus produtos e preencher ficha cadastral. Não podem ser comercializados produtos de revenda. A taxa semanal de aluguel do quiosque é de R$ 50, 00, mas a empresa possibilita que os comerciantes participem da feira inicialmente sem pagar a taxa, para verificarem se o seu produto foi bem aceito e se querem continuar a participar do projeto.  

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Foto: Hesíodo Góes

Serviço:  

Recife Antigo Empreendimentos Ltda – Rua do Apolo, 199

Fone: (81) 3424-9232

Por Luciana Amorim

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Arquivo: Governo do Estado de Pernambuco

Arquivo: Governo do Estado de Pernambuco

Numa rápida caminhada pelo Bairro do Recife fazemos uma viagem no tempo, sendo possível encontrar marcas da história em cada canto. Um dos exemplos mais significativos do lugar é o Paço Alfândega, hoje um moderno centro de compras, lazer e gastronomia, mas que já teve participação fundamental nas terras erguidas por Maurício de Nassau.

Datado de 1732, o prédio abrigou o convento dos padres da Ordem de São Felipe de Néri. Apenas 100 anos depois se tornou a Alfândega de Pernambuco. Mas, vale lembrar que a mesma já existia desde 1534, sendo Olinda o seu local de origem, numa época em que a capitania pernambucana participou positivamente do ciclo da cana-de-açúcar, ocupando um lugar de destaque na produção e comercialização no mercado europeu. Depois de transferida para o edifício que abrigava o convento na Rua da Madre de Deus, a Alfândega se destacou por ser um lugar mais seguro e amplo, perto das atividades portuárias.

Foto extraída do site: memorialpernambucano.com.br
Foto extraída do site: memorialpernambucano.com.br

Como que para deixar marcas na história da cidade, o lugar sofreu um incêndio em 1922, se transformando tempos depois em armazém utilizados por usineiros de açúcar.

Hoje, tombado como Patrimônio Histórico Nacional, a antiga Alfândega de Pernambuco é um dos pontos turísticos mais visitados do Recife, por ser um monumento representativo e de referências culturais da história que construiu a cidade.

 

Por Adriana Lúcia

 
 

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O Recife vem se firmando na lista de melhores destinos turísticos do Brasil e superando os números do setor a cada ano. A expectativa é de que, até 2014, a oferta de hotéis dobre e os investimentos sejam de R$ 1 bilhão. É a partir desse cenário que empresários do ramo de construção civil e investidores começam a perceber que turismo na cidade pode render bons lucros.

Samuel Olveira, secretário de Turismo do Recife . Foto: Alessandra Raposo
Samuel Olveira, secretário de Turismo do Recife . Foto: Alessandra Raposo

“Diante da atual instabilidade econômica, os investidores estão preferindo investir mais em imóveis para ter um rendimento melhor e mensal”, contou o diretor da Moura Dubeux Engenharia, Gustavo Dubeux. Para a construtora, por exemplo, esse tipo de investimento começou em 1999, com o lançamento do Beach Class Suítes.

Prédio em contrução. Foto: Arquivo Moura Dubeux
Prédio em contrução. Foto: Arquivo Moura Dubeux

Atualmente, está em andamento pela empresa a construção do Beach Class Internacional e a ser iniciada a do Beach Class Executivo. “Recife é uma grande praça para investimentos hoteleiros, pois há um crescimento em negócios e turismo de lazer, sem esquecer a Copa de 2014”, afirma o secretário de Turismo do Recife, Samuel Oliveira.

Essa movimentação, segundo Dubeux, vem crescendo e pode ser considerada como uma solução para abastecer o equipamento hoteleiro do Recife, que apresentou 11.094 leitos em 2008. Para a construção civil, fazer negócio com o próprio mercado acaba se tornando uma alternativa, pois não se depende de financiamento externo para a construção do empreendimento hoteleiro”, justificou o diretor.  

Por Alessandra Raposo

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