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Archive for outubro \21\UTC 2009

 

Arquivo: Governo do Estado de Pernambuco

Arquivo: Governo do Estado de Pernambuco

Numa rápida caminhada pelo Bairro do Recife fazemos uma viagem no tempo, sendo possível encontrar marcas da história em cada canto. Um dos exemplos mais significativos do lugar é o Paço Alfândega, hoje um moderno centro de compras, lazer e gastronomia, mas que já teve participação fundamental nas terras erguidas por Maurício de Nassau.

Datado de 1732, o prédio abrigou o convento dos padres da Ordem de São Felipe de Néri. Apenas 100 anos depois se tornou a Alfândega de Pernambuco. Mas, vale lembrar que a mesma já existia desde 1534, sendo Olinda o seu local de origem, numa época em que a capitania pernambucana participou positivamente do ciclo da cana-de-açúcar, ocupando um lugar de destaque na produção e comercialização no mercado europeu. Depois de transferida para o edifício que abrigava o convento na Rua da Madre de Deus, a Alfândega se destacou por ser um lugar mais seguro e amplo, perto das atividades portuárias.

Foto extraída do site: memorialpernambucano.com.br
Foto extraída do site: memorialpernambucano.com.br

Como que para deixar marcas na história da cidade, o lugar sofreu um incêndio em 1922, se transformando tempos depois em armazém utilizados por usineiros de açúcar.

Hoje, tombado como Patrimônio Histórico Nacional, a antiga Alfândega de Pernambuco é um dos pontos turísticos mais visitados do Recife, por ser um monumento representativo e de referências culturais da história que construiu a cidade.

 

Por Adriana Lúcia

 
 
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A moda no Bairro

Você já andou pelo Bairro do Recife? Então você já deve ter percebido a diversidade estilista que existe por lá. São pessoas diferentes, com estilos diferentes. Se você for até a Rua da Moeda, por exemplo, durante a noite, encontrará adolescentes “punks”, que gostam da cor preta e dos mais diferentes e coloridos assessórios. Entretanto, dentre qualquer pulseira ou cinto, é o All Star a peça fundamental.

 

Indo até a Rua do Bom Jesus, os estilos se restringem entre os “hippies” e os “alternativos”. A semelhança entre eles está nos pés, pois é a famosa sandália de couro ou rasteira que anda por boa parte da rua. Não por acaso, a sandália é facilmente encontrada na feira que acontece aos domingos. Os “hippies” se destacam também pelos assessórios em pulseiras, colares e brincos.

 

Já os “alternativos”, ou melhor, as “alternativas”, são representadas pelos vestidos modernos, tão facilmente encontrados por toda a rua e em suas barracas. São vestidos médios, curtos e mini. O que chama a atenção são os modelos, as estampas e o fato de que, todos eles combinam com a sandália de couro. E é esse pequeno detalhe, que torna este estilo tão único, pois mistura a modernidade e a moda do mundo inteiro, e o regionalismo do couro.

 

E é por isso que, andar pelo Recife, é presenciar um desfile de moda, diariamente.

 

Por Karina Mendonça

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Crimes bárbaros como, por exemplo, o da menina Isabela, viraram notícia em todo o país. Mas será que a repercussão seria a mesma se este crime fosse realizado no final de século XIX? E será que, daqui há 120 anos as pessoas ainda vão lembrar do caso da garota que foi jogada do sexto andar de um prédio?

 Na terça-feira, 25 de maio de 1886, o Diário de Pernambuco (DP) publicava uma notícia sobre um novo romance intitulado Tragédias do Recife, onde fatos dramáticos e reais ocorridos na cidade, que já estavam esquecidos, eram relatados. Deste fascículo, seriam feitas semanalmente publicações no folhetim do Jornal Pequeno, entre os anos de 1909 e 1912. Dentre as histórias, estava uma que seria tão trágica quanto a de Isabela, tamanha a crueldade. O crime também sugeria o pai da vítima como principal suspeito.

Foi o fundador e primeiro presidente da Academia Pernambucana de Letras, Carneiro Vilela, quem escreveu os capítulos da trágica história da Emparedada da Rua Nova. Segundo ele, Clotildes era uma das mais belas moças do Recife e namorava o estudante de medicina Leandro Dantas, que era amante da sua mãe, Dona Josefina. Filha única do comendador Jaime Favaes, a jovem Clotilde não podia imaginar que o seu romance terminaria em tragédia.

Favaes descobriu a traição da sua mulher e que sua filha estava grávida do mesmo rapaz. Indignado por sua família passar por tamanha vergonha, o comendador começou a articular uma forma de se vingar de Leandro. Com a ajuda de um conhecido seu, o Hermínio, apelidado de Zarolho, Favaes marcou um encontro com Leandro no Engenho Suaçuna, em Jaboatão, fazendo-se passar por Dona Josefina. No local, o rapaz foi morto com uma facada.

O DP, em 23 de fevereiro de 1864, publicou uma notícia revelando que as autoridades policiais haviam achado um corpo em Jaboatão no sábado (20), às 17h, com todas as características de Leandro, descritas por Vilela em seu romance. Segundo dizia o Jornal, a polícia enterrou o corpo no mesmo lugar que foi encontrado, sem fazer as perícias necessárias.

 A jovem, sabendo da crueldade do pai, o acusou pelo assassinato do amado. Começavam assim os conflitos entre pai e filha. O sobrinho de Favaes, João Paulo, que sempre fora apaixonado por Clotilde, sugere ao tio casar-se com a jovem e assumir a paternidade da criança. Mas a moça não aceita. Enfurecido, o pai tranca a filha no quarto e vai atrás de Zarolho.

Ao voltar, dispensa os empregados da casa e seguem até um casebre, no bairro dos Coelhos. Lá encontraram um pedreiro. Vendam o homem e o seqüestram. Voltam até o sobrado na Rua Nova onde, num pátio interno, já estava no chão um corpo enrolado em um lençol branco. Era a bela jovem que havia sido agredida e encontrava-se desmaiada.

Foi arancada a venda dos olhos do pedreiro e o comendador mandou que ele abrisse um buraco na parede para colocar o corpo. O trabalhador não tinha escolha, se não o fizesse seria morto também. A jovem grávida ainda estava viva quando foi emparedada no sobrado da Rua Nova. O pedreiro foi até a delegacia prestar queixa contra o comendador, mas a autoridade policial disse que Favaes era uma pessoa acima de quaisquer suspeitas e que tudo era fantasia do trabalhador. E foi assim que um dos mais bárbaros crimes aconteceu no Recife, de acordo com o escritor Carneiro Vilela.

Porém, será que o crime não era fruto da imaginação do autor? Os moradores mais velhos da cidade afirmam que o crime realmente aconteceu. “Minha mãe já me contava esta história, um crime verdadeiro que assombrou a cidade na época”, diz a aposentada Lucir Bastos.

Mas são poucos os recifenses que conhecem a história da Emparedada. Procurados para relatarem se conheciam o crime, os comerciantes da tradicional Rua Nova dizem nunca ter ouvido falar no caso. “Isto é lenda”, revela o vendedor de sapatos, Antonio Soares. Lenda ou não, o relato existe. Tantos anos após o crime ter sido relatado, a Rua Nova esconde quaisquer vestígios do caso. A história é muito antiga, então as pessoas tendem a esquecer e o tempo a esconder as provas. Morador do centro do Recife desde moço, o aposentado Etizel de Aguiar diz que as lendas no Recife sempre assustaram as pessoas. “Quando uma era esquecida, as pessoas logo descobriam outra para se amedrontar”. O senhor Etizel nasceu 20 anos após a última publicação no folhetim sobre o caso, mas diz que ainda muito jovem ouviu falar da história. “As pessoas dizem que aconteceu, mas eu não sei se acredito”, confessa.

Há muitos anos os recifenses se envolvem com as lendas criadas. Às vezes elas surgem de algo concreto e às vezes são totalmente imaginativas. Mas sempre assombram por um tempo e depois são esquecidas.

Segundo a psicóloga Cecília Melo, é natural do ser humano esquecer de ações que não o fragilizou mental e emocionalmente. “Se o fato acontece com a família ou alguém próximo da pessoa é diferente, fica marcado pelo resto da vida, por isso as lendas vão embora com o tempo”. O caso da Emparedada da Rua Nova pode não ser conhecido ou lembrado por muitas pessoas, mas está documentado e ainda sobreviverá por bastante tempo no livro de Vilela.

 

Por Luciana Amorim

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O Recife vem se firmando na lista de melhores destinos turísticos do Brasil e superando os números do setor a cada ano. A expectativa é de que, até 2014, a oferta de hotéis dobre e os investimentos sejam de R$ 1 bilhão. É a partir desse cenário que empresários do ramo de construção civil e investidores começam a perceber que turismo na cidade pode render bons lucros.

Samuel Olveira, secretário de Turismo do Recife . Foto: Alessandra Raposo
Samuel Olveira, secretário de Turismo do Recife . Foto: Alessandra Raposo

“Diante da atual instabilidade econômica, os investidores estão preferindo investir mais em imóveis para ter um rendimento melhor e mensal”, contou o diretor da Moura Dubeux Engenharia, Gustavo Dubeux. Para a construtora, por exemplo, esse tipo de investimento começou em 1999, com o lançamento do Beach Class Suítes.

Prédio em contrução. Foto: Arquivo Moura Dubeux
Prédio em contrução. Foto: Arquivo Moura Dubeux

Atualmente, está em andamento pela empresa a construção do Beach Class Internacional e a ser iniciada a do Beach Class Executivo. “Recife é uma grande praça para investimentos hoteleiros, pois há um crescimento em negócios e turismo de lazer, sem esquecer a Copa de 2014”, afirma o secretário de Turismo do Recife, Samuel Oliveira.

Essa movimentação, segundo Dubeux, vem crescendo e pode ser considerada como uma solução para abastecer o equipamento hoteleiro do Recife, que apresentou 11.094 leitos em 2008. Para a construção civil, fazer negócio com o próprio mercado acaba se tornando uma alternativa, pois não se depende de financiamento externo para a construção do empreendimento hoteleiro”, justificou o diretor.  

Por Alessandra Raposo

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Divirta-se no Recife

Não sabe o que fazer nesse fim de semana?

Anote as dicas dadas pelo Correio Recifense e divirta-se:

Sexta-feira (16) –

Perkata de Couro (forró) – 21h – Bar Mercearia Amélia – 81 3423.3929
Show dos Garçons Cantores – 21h – Manhattan Bar – 81 3325.3372
DJ Carvena – 22h – Club Nox – 81 3326.8836

Sábado (17) –

Show de Maria Rita – 22h – Cabanga – 81 3301.1665
Papaninfa – 22h – Audrey Club – 81 3326.4504
Quinteto Sala de Reboco (forró) – 22h – Sala de Reboco – 81 3328.5072

Domingo (18) –
Arlindo dos Oito Baixos – 17h – Forró do Arlindo – 81 3443.9147
Noite de Jazz – 19h – Casa da Moeda – 81 3444.3300
Madeira Delay – 20h – UK Pub – 81 3465.1088.

Divirta-se!

Por Alessadra Raposo

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A cada mês, uma nova enquete será publicada no blog.
Na primeira sondagem, escolha o local que não pode deixar de ser visitado no Bairro do Recife!

Participe!!!

Por Alessandra Raposo

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Quando crianças, realmente, ouvíamos muitas histórias aterrorizantes, como o caso do papa-figo, que pegava crianças para comer, ou a história dos jovens que saíam para beber e acordavam em uma banheira cheia de gelo, com um aviso que os seus rins haviam sido roubados depois deles terem ingerido bebida com sonífero. Quem não acreditou nessas e outras histórias, ou melhor, lendas urbanas?

As lendas são histórias fantasiosas e populares, transmitidas oralmente pelas pessoas, algumas vezes de geração para geração. Normalmente, elas combinam fatos reais, históricos e fictícios. Mesmo que nunca existam comprovações científicas para essas histórias, pelo fato de apresentarem explicações aceitáveis, muitas pessoas acreditam fielmente nas versões, principalmente as crianças e os jovens.

Passadas de pessoas para pessoas, sofrem diversas modificações e são também recontadas de formas totalmente diferentes. Existem ainda muitas pessoas que se dizem “inventores” das lendas e muitas que afirmam realmente ter encontrado fantasmas pelas ruas do Recife.

Uma história bastante conhecida, devido à grande divulgação realizada pela mídia da época, é a da perna cabeluda, que assustava e dava chutes nas pessoas pelas ruas da cidade na década de 70. São várias as versões contadas sobre o início dessa história. No site O Recife Assombrado, coordenado pelo jornalista recifense Roberto Beltrão, existem versões dessa e de outras lendas do Recife. Sobre a perna cabeluda, o site conta a versão de uma menina de sete anos que viu a perna cheia de cabelo pulando na sua cama em uma noite.

O próprio Roberto conta ainda que conhece mais duas versões dessa história. Uma foi contada a ele pelo jornalista e escritor Raimundo Carrero, que disse ter publicado em uma coluna a história da perna cabeluda, depois que um amigo seu contou que havia sonhado uma noite inteira com uma perna cheia de cabelos. A outra versão foi contada a Beltrão pelo radialista e apresentador Jota Ferreira, que afirmou ter criado a história de uma perna que andava pelas ruas do Recife, depois que um homem todo machucado lhe disse que só conseguia lembrar de uma perna cabeluda quando foi ferido.

Outras assombrações conhecidas e interessantes que assustam as pessoas no Recife são os fantasmas que rondam o Teatro de Santa Isabel e que muitas pessoas garantem já tê-los visto. Outra é a lenda da Emparedada da Rua Nova, que conta a história de uma jovem que engravidou e depois foi emparedada viva pelo seu próprio pai, por ter envergonhado a família.

As lendas nunca deixarão de existir. Além de amedrontar, elas divertem também muitas pessoas. Não importa que existam diversas versões e de onde elas surgiram. O interessante é observar como o imaginário das pessoas é rico e como colaboram para enriquecer a cultura da cidade. Inclusive, as lendas do Recife foram bastante divulgadas graças a Gilberto Freyre e o seu livro Assombrações do Recife Velho, obra histórica sobre a cidade e que inspirou a criação do site de Roberto Beltrão e um projeto da Prefeitura do Recife, que levava turistas e recifenses para conhecer de perto os lugares por onde passavam essas e outras assombrações.  
Esse projeto aconteceu no período de 2006 a 2008 e percorreu diversos bairros do Recife, em noites de lua cheia, levando cerca de duas mil pessoas em cada edição. Uma média de 20 atores encenavam histórias de lendas, que formavam o city-tour assombrado da cidade.

Por Luciana Amorim
Para saber mais sobre as Lendas do Recife clique aqui e aqui.

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