Repleto de piscinas naturais e uma grande concentração de navios naufragados, o Recife reserva aos amantes do mergulho alguns lugares imperdíveis para uma boa aventura no fundo do mar. Os recifes de corais, que abrigam fauna e flora diversificada, se estendem por toda a costa. As águas são claras e mornas, com temperatura de 26 graus e visibilidade de até 50 metros.

Foto: Prefeitura do Recife
Essas características fazem do Recife um dos melhores destinos para quem quer mergulhar em grandes aventuras e explorar verdadeiras maravilhas submarinas, contando com uma eficiente estrutura de apoio e operadoras de mergulho qualificadas e experientes.
São mais de 30 naufrágios conhecidos, dos quais 17 visitados frequentemente por mergulhadores de todos os níveis de certificação, num dos maiores parques de naufrágios mergulháveis do país. Localizadas em profundidades que variam de 9 a 58 metros, as antigas embarcações submersas ainda guardam algumas relíquias históricas, além de uma imensa variedade de peixes e plantas, e corais que se formaram ao longo do tempo.

Foto: Prefeitura do Recife
Naufrágios da costa do Recife:
Areeiro San Martin – Afundado na saída do Porto do Recife a 12 metros de profundidade.
Pirapama – Dois anos depois de ter abalroado o Vapor Bahia, foi afundado em 1889, a 6 milhas do Porto de Recife, atingindo 23 metros de profundidade. Belíssimo!
Vapor 48- Naufrágio desconhecido a 48 metros de profundidade. Ricamente habitado por inúmeras espécies.
Vapor de baixo – Distante 5 milhas do Porto do Recife e a 21 metros de profundidade. Conserva até hoje as suas belas rodas. Possui várias peças de porcelana.
Batelão de cima – Localizado a 7 milhas do Porto do Recife, numa profundidade de 24 metros. São encontrados raias e cardumes de peixes pequenos.
Marisco – Embarcação pequena e difícil de ser localizada. Afundou a 2 milhas do Porto do Recife, numa profundidade de 5 metros em local de pouca visibilidade.
Servermar X – A 27m de profundidade, propositalmente para o turismo subaquático.
Minuano – Rebocador afundado em 2002, a 33 metros de profundidade na Praia de Boa Viagem.
Alfama de Lisboa – Galeão português quase totalmente destruído. Ainda é possível encontrar nele peças de porcelana presas nos corais, a 10 metros de profundidade.
Lupus – Afundado intencionalmente para o turismo subaquátifco a 37 metros de profundidade.
Avião B 18 – Avião B 18 que caiu no mar após uma decolagem mal sucedida. Ainda existem algumas peças maiores da estrutura.
Vapor Bahia – Abalroado em março de 1887 pelo navio Pirapama, naufragou a 12 milhas da Ilha de Itamaracá. Está a 26 metros de profundidade, num dos melhores pontos de mergulho do país.
Chata de Noronha – Foi a pique em 1973, quando um dos seus guindastes desprendeu-se durante uma tempestade. Está a 12 milhas do Porto do Recife, a 31 metros de profundidade.
Copérnico – Carregando mármore, porcelanas e pólvora, pegou fogo e explodiu. Encontra-se destroçado nos arrecifes.
Guararapes – Este cargueiro colidiu em um banco de corais próximo a Olinda totalmente carregado. Está a apenas 8m de profundidade.
Alvarenga – Conhecido como Batelão do Norte, está localizado a poucas milhas da Praia do Janga, a 24 metros de profundidade.
Corveta Camacuan – Afundou em 1945 num treinamento da marinha. Está intacto a 27 milhas do Porto do Recife numa profundidade de 57 metros.
Vapor Flórida (reboque) – Vapor inglês que afundou em 1910 durante uma tempestade. Vários tripulantes morreram. Está a 12 milhas do Porto do Recife e a 31 metros de profundidade.
Galeão São Paulo – Galeão de guerra, localizado a 3 milhas da costa, a 12 metros de profundidade. Algumas de suas riquezas foram saqueadas, mas parte foi recuperada.
Draga Massangana – Foi a pique durante uma tempestade em 1986. Está a 1 milha da costa, numa profundidade de 10 metros.
Marte – Rebocador afundado propositalmente para o turismo sub. Está a 32 metros de profundidade.
Gonçalo Coelho – Balsa afundada em 1999. Está intacta a 37 m de profundidade.
Por Alessandra Raposo